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A noite, meu amigo, se resumiu ao baralho de cartas.
E pinte o guia do sol no céu.
A lua é a bruxa malvada que rasga
E o sol, uma loira que solta os cabelos.
O sol é o alvo que traz alegria.
A doce alegria de uma nova vida
As roupas quentes que são usadas no dia
Quando ele emerge tristemente de sua caverna escura.
O sol é o poncho do pobre homem que passa por ali.
Mastigação, rebeldia, blasfêmias e súplicas
Bem, está acontecendo uma tragédia terrível na casa dela.
Tragédias de dias sem pão e sem fogo
Nós, pardais do submundo, desfrutamos
Sua amizade sincera em dias de festa.
Que importa o dinheiro, se carregamos dentro de nós mesmos o que nos cerca.
A alma harmoniosa de vinte guitarras?
Cantamos com nossa miséria.
O hino à liberdade dos versos sonoros
Sem invejar o canto histérico.
Do pobre canário na gaiola dourada
As luzes do centro queimam nossas asas.
Por isso estamos procurando um bairro tranquilo.
E quando a tristeza nos corrói por dentro
Cantamos com mais tristeza, mas ainda cantamos.
A vida é tão feia, tão miserável e patética.
Ele nos transformou em rebeldes como pardais.
Eles morrem de raiva dentro da gaiola.
E enchem as praças com canções alegres.
Marchamos sem direção, marchamos sem rumo.
Sem deixar que o desânimo nos domine.
Que importa o caminho, se carregamos dentro de nós mesmos?
A alma harmoniosa de vinte guitarras?
