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Há cem anos atrás vivia,
Na província Zi Duang, um país oriental
Tendo devorado a presa, prendia o esqueleto na teia,
Criando em semanas um macabro
Santuário de restos
A teia era também única e tinha várias camadas,
Como os andares de um prédio
No topo desse quase palácio, construído com muito cuidado
Havia pequenos objetos brilhantes, vidros, contas, orvalho.
Podia-se quase chamar de altar.
Quando o vento soprava sobre a construção,
Fazia o barulho de gemidos, de choro.
Pequenos lamentos, pequeno choro.
(…)
Pela mãe deles.
Iriam sobreviver sozinhos.
Eles derramarão lágrimas pelas viradas dos séculos.
Você não ouve esse grito desesperado, a vida está aí
Volte, mamãe, porque a água acabou
Mas você viu quem está no céu. Tem alguém no inferno?
(Volte, mamãe, porque está escuro agora)
Tome cuidado, tome cuidado.
Volte, mamãe, porque a água acabou
Em algum lugar, ela brilha divina. Em algum lugar, ela acorda sozinha.
Mas você prometeu um olhar amoroso. Deus, está escuro agora.
Jah Jah Jah Jah Jah
Jah Jah Jah Jah Jah
Acabou, acabou, a água acabou
Volte, mamãe, porque a água acabou
Fiquem perto do chão, fogo pode torná-los selvagens e amedrontados
Atravessando o amanhecer, vamos logo, os animais vão acordar
Corremos, corremos, nós andamos a noite toda, rios à esquerda.
Se sua mãe não te ama, então talvez o leito do rio te ame
Acabou, acabou, a água acabou
Volte, mamãe, porque a água acabou
Jah Jah Jah Jah Jah
Jah Jah Jah Jah Jah
Acabou, acabou, a água acabou
Volte, mamãe, porque a água acabou
