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Aqui eu durmo a manhã inteira.
Até que o lamento do chamado à oração me desperte
E não há absolutamente nada para fazer.
Mas levante-se e siga o dia aonde quer que ele me leve.
Fico em pé junto à janela e olho para o mar.
E eu sou o que sou, e o que for, será.
Fico em pé junto à janela e olho para o mar.
E eu preparo um bule de chá de ópio.
Lá no porto, observo os barcos chegarem.
Observar os barcos chegando pode te afetar de alguma forma.
E as crianças se reúnem ao redor com a mão estendida.
E eu lhes dou um ou dois dirhams.
Bem, eu me pergunto se meus filhos estão pensando em mim.
Porque eu sou o que sou, e o que será, será.
Será que meus filhos estão pensando em mim?
E eu sorrio e tomo um gole do meu chá de ópio.
À noite, o mar açoita as muralhas vermelho-ferrugem.
E as silhuetas de homens encapuzados que passam por mim.
E o vento louco e gemedor, ele ri, ri e ri.
Diante do estranho destino que me foi reservado.
Bem, os gatos na muralha cantam alegremente.
Que ele é o que ele é e o que ele será, será.
Sim, os gatos na muralha cantam alegremente.
E eu me sento e bebo meu chá de ópio.
Sou um prisioneiro aqui, nunca poderei voltar para casa.
Aqui não há nada a ganhar nem a perder.
Não há nenhuma escolha a ser feita.
Nem mesmo a opção de ter que escolher
Bem, sim, sou um prisioneiro aqui, mas também sou livre.
Porque eu sou o que sou e o que serei, será.
Sim, sou um prisioneiro aqui, mas também sou livre.
E eu sorrio e tomo um gole do meu chá de ópio.
